O Grêmio e a “mística copeira”

O espírito competitivo está intimamente ligado ao DNA do Grêmio e faz dele, sempre, um clube perigoso em competições de mata-mata, a despeito de sua grandeza natural. Não à toa, divide com o Cruzeiro a hegemonia da Copa do Brasil, com quatro títulos, e sempre entra para brigar pelo título na Copa Libertadores. E é apostando nessa característica “copeira” que os bicampeões continentais em 1983 e 1995 estréiam nesta competição às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio Olímpico, contra a Universidad do Chile, pelo Grupo 7.

O estilo de jogo competitivo é tão ligado às raízes gremistas que deixou de ser tendência e se tornou pré-requisito. Não por acaso, reforços contratados possuem o perfil que faz sucesso na Azenha. Como Diogo, ex-Figueirense, Ruy, ex-Náutico, e o argentino Herrera, ex-Corinthians, que ainda tem o compatriota Maxi López e o uruguaio Orteman como seus companheiros de elenco.

Isso é exigência para se jogar no Grêmio. A torcida exige e os jogadores mais técnicos que por lá passaram, como Paulo César Caju, Osvaldo e recentemente o Roger, tiveram que mudar suas características por causa disso.

Com esse enfoque por jogadores competitivos, inclusive com dois argentinos, na hora de reforçar o elenco, o Grêmio confirma a expectativa que traz para a Copa Libertadores. Admitindo a grandeza da competição, os gremistas têm se poupado no Campeonato Gaúcho para a disputa continental.

Uma diferença sensível para Roth em relação a 2008, mas do ponto de vista negativo, é a ausência dos volantes titulares no último Brasileiro: Rafael Carioca, negociado já em dezembro com o Spartak de Moscou, e William Magrão, que sofreu séria lesão no joelho e só retorna no segundo semestre.

De qualquer forma, o empenho dentro de campo, independente dos resultados, tem feito parte do Grêmio de Celso Roth e deve ser a tônica da equipe mais uma vez.  Pela proximidade com a Argentina e Uruguai se criou no futebol gaúcho a história de futebol pegado e de marcação, mas surgiu com ênfase na década de 70, em que os clubes do Rio Grande do Sul passaram a treinar mais que os outros.

Boa sorte Grêmio nessa nova conquista.

3 Respostas

  1. Lindo texto amigo^^ Acredito como você, neste time. Nunca vencemos campeonato tendo uma coleção de salto altos no clube. Nosso time sempre foi aguerrido, brigador. Repledo de jogadores regulares que quando disputam a Libertadores,s e tornam sagrados…enfim…texto perfeito^^

  2. copeiro, alma castelhana, mistíca, etc… ganharam a segunda divisão com esse pensamento.
    GREMIO PIADA
    VERGONHA DO RIO GRANDE DO SUL

  3. Vamos Copar !!!
    Mundial é nosso no final desse ano de 2009!

Deixe uma resposta